domingo, 2 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Saúde da Família (turmas manhã e noite).
Saúde da Família - O papel da equipe na atuação
Meta dos profissionais da saúde
Segundo Mariana Fernandes de Souza (apud
BRÊTAS e GAMBA, 2006) as profissões se organizam com base em ideias partilhadas
por pessoas que as exercem. As ideias e as crenças profissionais estruturam-se
sempre em relação a uma atividade humana, a um projeto com uma finalidade. O
projeto animado pela meta ou fim almejado conduz à reflexão, ao esforço de
construção do saber e do fazer para os temas pertinentes selecionados em
determinada profissão. O ser humano é limitado em sua capacidade de abranger a
multiplicidade de acontecimentos da vida. No entanto, os profissionais da saúde
têm como meta a assistência ao ser humano em suas necessidades de saúde. Essa
finalidade conduz a ideias principais sobre as quais devem dirigir a reflexão: a pessoa, a saúde ou doença, o ambiente e a
assistência.
Estratégias para o trabalho de equipe
Para realização da Estratégia Saúde da
Família como trabalho de equipe, trazemos algumas sugestões sobre como entender
melhor o outro quando se trabalha em equipe e obviamente com objetivos comuns.
Segundo O’Connor & Seymour (1995) devemos considerar as estruturas
comportamentais, ou seja, maneiras de pensar sobre como agimos.
A primeira dessas estruturas é uma
atitude voltada para os resultados, em vez dos problemas. Isto significa descobrir
o que cada um deseja, como resultado, descobrir os recursos de que dispõem e
usá-los para atingir os resultados desejados.
A segunda estrutura é mudar o enfoque
das perguntas, utilizando Como? em vez de Por quê? A primeira
ajuda-nos a entender a estrutura do problema, enquanto as segundas só provocam
justificativas e razões, sem que nada mude.
A terceira estrutura é a oposição entre “feedback” (realimentação) e
fracasso. Não existe fracasso, o que existe são resultados, que podem ser
usados como feedback, correções úteis e uma oportunidade para aprender algo que
passou despercebido. Podemos usar os resultados para reorientar nossos
esforços. O feedback faz com que não percamos nosso objetivo de vista.
A quarta estrutura consiste em levar em
consideração as possibilidades, além das necessidades. Observar o que pode ser
feito, quais as opções, em vez de se concentrar nas limitações da situação. Com
frequência os obstáculos são menos importantes do que parecem ser. A
programação neurolinguística adota uma atitude de curiosidade e fascinação, em
vez de partir de pressupostos.
Quando falamos de Educação em Saúde
devemos lembrar que antes de aplicarmos qualquer teoria ao outro, devemos
testar nossa flexibilidade, ou seja, a disposição para o aprendizado. Faz-se
importante – nesse momento – lembrar os quatro estágios da aprendizagem:
1.
Incompetência
inconsciente (não sabemos e não sabemos que não sabemos). Ex. alguém que nunca
dirigiu um carro não tem a mínima ideia do que isso significa;
2.
Incompetência
consciente (sabemos que não sabemos). A pessoa que começa a aprender a
dirigir, logo percebe suas limitações (é neste estágio que mais aprendemos);
3.
Competência
consciente (sabemos que sabemos com atenção). Podemos dirigir, mas precisamos
de muita concentração: aprendemos a técnica, mas não a dominamos;
4.
Competência
inconsciente (sabemos automaticamente). Podemos ouvir rádio, admirar paisagem e
conversar enquanto dirigimos. Nossa mente consciente estabelece o objetivo e
deixa que a mente inconsciente cuide dele, liberando a atenção para outras
coisas.
Nesse ponto, a habilidade tornou-se
inconsciente. Entretanto, os hábitos nem sempre são a maneira mais eficiente de
levar a cabo uma tarefa. Apesar de já possuirmos capacidades de comunicação e
de aprendizagem, temos que nos dar a possibilidade de aperfeiçoar essas
capacidades, dando-nos novas opções e maior flexibilidade na maneira de
utilizá-las.
Num seminário de três minutos sobre
modelos de aprendizagem, o apresentador diz: Senhoras e senhores, para ter
sucesso, uma pessoa só precisa ter em mente três coisas: 1º Saber o que quer.
Ter uma ideia clara do objetivo desejado em qualquer situação. 2º Estar alerta
e receptiva para observar o que está conseguindo. 3º Ter flexibilidade para continuar
mudando até conseguir o que se quer. Em seguida escreveu no quadro:
RESULTADO ACUIDADE E
FLEXIBILIDADE
Fim do seminário.
“Trocando em miúdos”, a equipe da
Estratégia de Saúde da Família precisa ter consciente seu papel de educador em saúde
e conjuntamente saber o resultado que quer atingir em cada situação. É
recomendável o treinamento da percepção sensorial: onde focar a atenção e como
modificar e ampliar os filtros para poder observar coisas que não eram
percebidas anteriormente. Filtro é uma expressão utilizada na Programação
Neurolinguística, que significa linguagem dos nossos pensamentos e experiências
vividas por nós, imagens internas, sons e sensações que nos dão um significado
especial e que fica arquivado em nosso cérebro e que nos vem à mente nas mais
diversas situações.
Exemplo: nossas crenças
religiosas, nosso aprendizado na área específica funcionam como filtros,
levando-nos a agir de certa maneira e a prestar mais atenção a algumas coisas
do que a outras (O’CONNOR e SEYMOUR, 1995; ANDREAS e FAULKNER, 1995).
Ao prestar a assistência ao indivíduo, à
família ou à comunidade, há que se considerar quem é ou quem são os clientes,
como se apresentam na situação de necessidade de saúde, seus direitos, deveres,
valores e prerrogativas. O ser humano é complexo e não há como abranger sua
totalidade por uma única definição. Mesmo que se considere a pessoa um ser
biopsicossocial e espiritual, não se consegue expressar toda sua
individualidade e singularidade. Os profissionais da saúde aprendem sobre
estrutura e função humanas pelo estudo da anatomia, da fisiologia, da
psicologia, da sociologia, da patologia, além das várias maneiras de assistir,
de abordar e se relacionar profissionalmente com o indivíduo, a família ou a
comunidade.
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